quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Changes


Hoje fazem 15 anos do ataque sobre o rapper Tupac criador do thug life que deu origem ao vida loka dos racionais ,pra quem curte rap é sempre bom conhecer as origens,pois como diz Rashid ´´saber pra onde se vai é necessário,tal qual saber de onde se veio é essencial``.
                                        
                                  
Tupac Amaru Shakur   mais conhecido pelos seus nomes artísticos 2Pac, Makaveli ou apenas Pac, foi um rapper estadunidense, Críticos e membros da indústria fonográfica o nomeiam como o maior Rapper de todos os tempos.Vendeu até à data da sua morte cerca de 75 milhões de álbuns. Além de ser músico, Tupac também foi ator e ativista social. A maioria das suas canções trata sobre como crescer no meio da violência e da miséria nos guetos, o racismo, os problemas da sociedade e os conflitos com os outros rappers. O trabalho de Shakur é conhecido por defender a igualdade política, económica, social e racial. Antes de entrar para a carreira artística, ele era um roadie e dançarino de hip hop alternativo
Tupac Amaru Shakur nasceu na seção East Harlem de Manhattan em Nova Iorque
Sua mãe, Afeni Shakur, e seu pai, Billy Garland, eram membros ativos dos Panteras Negras em Nova Iorque no final dos anos 1960 e1970; ele nasceu apenas um mês após a absolvição de sua mãe em mais de 150 processos de "conspiração contra o governo dos Estados Unidos.[
Apesar de ser inconfirmado pela família de Shakur, muitas fontes (inclusive o relatório do médico legista) mostram seu nome de nascimento como "Lesane Parish Crooks". Este nome teria supostamente entrado em sua certidão de nascimento porque  seus inimigos pudessem atacar seu filho, e disfarçou sua verdadeira identidade usando um sobrenome diferente. Ela mudou isso depois de se separar de Garland e se casar com Mutulu Shakur.
Sofrimento e encarceramento rodeavam Shakur desde criança. Seu padrinho, Geronimo Pratt, um membro importante dos Panteras Negras, foi condenado pelo assassinato de uma professora durante um assalto em 1968, apesar da sentença ter sido revogada mais tarde. Seu padrasto, Mutulu, passou quatro anos na lista dos dez mais procurados do FBI começando em 1982. Mutulu era em parte procurado por ajudar sua irmã Assata Shakur (também conhecida como Joanne Chesimard) a escapar de uma penitenciária em New Jersey, onde estava presa por matar um policial em 1973. Mutulu foi pego em 1986 e preso pelo assalto de um caminhão blindado, onde dois policiais e um guarda foram mortos. Shakur tinha uma meia-irmã, Sekyiwa, dois anos mais nova do que ele, e um meio-irmão mais velho, Mopreme "Komani" Shakur, que se tornou rapper e apereceu em muitas das gravações de Pac.
Com doze anos de idade, Shakur se matriculou na 127th Street Repertory Ensemble do Harlem, um grupo de teatro, e foi escolhido como o personagem Travis Younger na peça A Raising in the Sun, que foi performada no Apollo Theater. Em 1986, sua família se muda para Baltimore, Maryland.Depois de completar seu segundo ano na Paul Laurence Dunbar High School, ele foi transferido para a Baltimore School for the Arts, onde ele estudou atuação, poesia, jazz e balé. Ele atuou em algumas peças de Shakespeare e também atuou como o Rei das Ratazanas em o Quebra-Nozes.
. 2Pac estreou suas habilidades de rap na música Same Song, do Digital Underground em 1991.
Na noite de 7 de setembro de 1996, Shakur foi assistir a uma luta de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon, no MGM Grand, em Las Vegas. Após deixar a partida, um dos associados a Suge, Orlando Anderson, um membro da Southside Crips, discutiu com o rapper na portaria do ginásio, e os dois agrediram-se. Os aliados de Suge e Shakur assistiram à "luta", a qual foi filmada pelas câmeras de vigilância do local. Algumas semanas antes, Anderson e um grupo da Crips haviam roubado um membro da facção da Death Row, em uma loja Foot Locker, prevendo um ataque a Shakur. Após a briga, Tupac encontrou-se com Suge para ir a uma propriedade da Death Row. Então, entrou em um BMW E38 sedan, de propriedade de Suge.
Às 10:55 da noite, quando parou em um sinal vermelho, Tupac abaixou o vidro e um fotógrafo tirou sua foto Aproximadamente, dez minutos depois, foram paradas por policiais, pois estavam com o som do carro muito alto e não estavam com a placa de licença. Então, Suge pegou as placas de dentro do porta-malas, e os dois foram liberados minutos depois sem serem multados. Por volta das 11:10, quando parou em um sinal vermelho no Flamingo Road, perto do cruzamento Koval Lane, em frente ao Hotel Maxim, um veículo ocupado por duas mulheres aproximou-se de Tupac, com o qual conversaram e convidaram para ir ao Clube 662. Aproximadamente cinco minutos depois, um Cadillac branco, modelo antigo, com um número de ocupantes desconhecido, se aproximou da BMW, abaixou o vidro da janela e disparou cerca de doze ou treze tiros contra Shakur. Ele foi atingido por quatro deles, acertando uma na cabeça, duas na virilha e uma na mão. Um dos tiros provavelmente ricocheteou no pulmão do rapper. Suge foi atingido na cabeça por estilhaços, mas acredita-se que a bala passou de raspão por ele.
Após chegarem ao local, policiais e paramédicos levaram Suge e o ferido mortal Shakur para o Centro Médico Universitário. De acordo com a entrevista de um dos melhores amigos do rapper, o diretor de vídeo Gobi, ele recebeu no hospital a notícia de um funcionário da Death Row avisando que os atiradores haviam chegado na gravadora e estavam a enviar ameaças de morte a Shakur, alegando que estavam indo para lá "acabar com ele"


sábado, 3 de setembro de 2011

Som de Vencedor.



anatomia de um malaco.

Alone

Hoje acordei triste,discuti antes de ir deitar,o céu está cinzento tive um pesadelo,tá ai 3 músicas pra compartilhar o sentimento


                                        
                   
                                          

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Frase do dia.

Vivendo a vida no último volume
Sonhando acordado e dormindo só pra não perder o costume.
                                                                                              Rashid

Se é o crime ou o creme.



Na estrutura do tráfico, a iniciação se dá na atividade de olheiro (na chamada "contenção"). Eles são os vigias que ficam em pontos estratégicos ao redor da boca, munidos de walkie-talkies ou de fogos de artifício utilizados para alertar os colegas sobre a chegada da polícia ou de grupos rivais. Nesse posto, os garotos ganham cerca de R$ 150 por semana.
X9 na gíria é aquela pessoa que trabalha para a polícia diretamente ou indiretamente, ou seja pode se policial infiltrado em uma organização como pode ser também um informante,cagueta.

se um ´´ X9`` é descoberto pelos traficantes é na certa morto e exposto a toda comunidade no incentivo de amedrontar a esse ato .

"Já vi nego que tirou tempo de cadeia parado na contenção, de tanto que ficou na esquina com os fogos na mão", critica Paulo. "Para o trabalho de contenção, tem que ficar atento. Se um olheiro for pego dormindo e algum amigo morrer porque ele não viu a polícia chegar, o moleque vai ter que pagar na mesma moeda, com a própria vida", avisa Jorge, 17.

Apesar da pouca idade, esses garotos descobrem rapidinho que qualquer atividade no narcotráfico não tem nada a ver com as brincadeiras da infância.
O passo seguinte nessa hierarquia é a posição de vapor. Com uma bolsa a tiracolo e dois sacos plásticos na mão (um com pacotinhos de maconha, outro com sacolés de cocaína), o vapor é o encarregado de vender a droga. Menos arriscada, a atividade exige uma carga horária pesada: muitos meninos iniciam a venda ao meio-dia, quando a boca abre, e a encerram só depois das 4h da manhã, quando ela fecha.

"Acordo todo dia ao meio-dia para abrir a boca. À 1h [da tarde] a boca tá abrindo, todo mundo tá brotando, ganhando a sua atividade, e o tráfico começa a rolar. E vai até as 5h do dia seguinte", explica o vapor Diogo, 17.
Cada vapor ganha cerca de R$ 100 por carga vendida. "Cada saco desses tem 550 sacolés de pó. Custa R$ 10 cada um. Tem dias em que eu vendo três sacos cheinhos [1.650 sacolés de cocaína]", conta Carlos, 16, que trabalha como vapor há um mês. "Acho que vou subir no crime. Essa vida é uma aventura", completa.

Depois de ganhar a confiança da chefia do tráfico no local, o garoto pode começar a fazer serviços de "endolação" -o preparo da carga de droga recebida, sua mistura com outras substâncias para aumentar o rendimento e sua embalagem para a venda. Quem trabalha nessa área normalmente recebe cerca de R$ 50 por carga "trabalhada". Outro posto mais alto é o de soldado -um vigilante armado que faz a proteção da boca e ganha cerca de R$ 400 por semana.

Agora, subir mesmo, no caso, é tornar-se gerente: é este quem administra a "endolação", a venda e o lucro obtido. Geralmente, existe um gerente para cada droga vendida: um para a maconha, um para a cocaína vendida em sacolés de R$ 5, outro para a cocaína de R$ 10 e outro para a de R$ 20. Os gerentes chegam a receber até R$ 800 por semana.

"Entrei para o tráfico me enturmando e fumando maconha. Quando fui ver, já tinha largado o estudo e já tava metendo a mão nuns bagulhos aí. Comecei como vapor, depois, já fui gerente do pó de R$ 20 com 13 anos e comprei uma moto. Então, o bagulho me prendeu como uma coisa boa", relata João, 16. "Na verdade, quando era menor, pensava em ser médico. Você nunca pensa que vai cair nessa. Mas meu destino foi esse mesmo. Gosto do dinheiro no bolso, das mulheres e da moral que nós temos."

O degrau acima é ocupado pelo gerente-geral, que administra todo o varejo de droga e responde diretamente ao chamado "dono", o patrão -quem manda e desmanda em tudo e só vai à comunidade para fornecer a droga e as armas e recolher os lucros das vendas.
"A hierarquia aqui tem que respeitar. Se o patrão mandar a gente fazer alguma coisa, tem que fazer. Se eu não fizer, posso até morrer", receia Igor, 14.
Ao mesmo tempo em que cada função no tráfico tem uma grande carga de responsabilidade, ela é normalmente desempenhada em meio à fartura de drogas para o consumo dos próprios garotos. Segundo um estudo do Departamento de Ciências Sociais da Fundação Oswaldo Cruz, mais de 50% desses garotos consomem drogas em proporções que indicam dependência. Apesar da presença constante de cocaína nas bocas, a reportagem do Folhateen apurou que o consumo mais popular entre os adolescentes que trabalham para o tráfico é o dos chamados "envenenados", cigarros de maconha misturada à cocaína.

"Fumo mais de dez baseados por dia para poder tirar do estresse", afirma João. E como a cabeça não falha na hora de trabalhar? "Ah, às vezes dá umas amnésias (risos). Mas dá pra lembrar de tudo. Quem é que vai esquecer onde guardou R$ 2.000 ou onde enterrou um fuzil? Não dá. O bagulho é a maior responsa."
Se, por acaso, a sinapse falhar, qualquer vacilo é pago com penas sentenciadas pelo gerente ou pelo patrão e executadas pelos próprios colegas, que variam de uma dura ou uma surra até a morte.
"Se rachar [fizer algo errado], alguém xisnovar [delatar] e o patrão mandar, tenho que fazer. A gente se sente mal porque, muitas vezes, está tirando uma vida. Mas, pô, fazer o quê? Isso é tráfico de drogas. Entrou, não pode rachar", diz Diogo.
"Nós vê um amigo aí todo dia com nós e, devido a alguma falha, ele é morto por causa de R$ 1.000. E esse dinheiro não vale uma vida", lança João. "E você vê o cara morrendo nas mãos dos próprios amigos dele! Aí, você pensa: não tenho amigo nessa vida, não."
                                                                                 
   tirado de   Falcão Meninos do Trafico.